Logo que cheguei fiz questão de comprimentar Avo Uvezian. Avo é nascido em Beirute e só fiquei sabendo disso alguns messes atras. O comprimentei com um “Salam Aleikum” (que a Paz esteja convosco). Foi o sufficiente para conversarmos durante quase uma hora sobre sua historia e como ele gosta do Libano apesar de ser descendente de armenios. Avo da o seu nome a uma linha de charutos da maison Davidoff. Conheci o 787, a mais nova linha de charutos que leva o nome do Avo.
Tambem fiz questão de comprimentar Benjamin Menendez. Sim ele é irmão de Felix Menendez, produtor do Dona Flor e Alonso Menendez (vou falar um pouco mais sobre o Dona Flor adiante). Benji, como ele é conhecido fala um portugues arrastado perfeito. A General Cigar, empresa onde ele tem participação (ainda não entendi quanto), é talvez a maior fabricante de charutos do mundo. Tem marcas premium como Punch e Partagas feitos na Republica Domenicana e tambem tem algumas marcas não tão nobre. Na feira, apresentaram o nova linha de charutos chamada Stradivarius, charutos que são comercialisado a 30 dolares cada um.
Um Novato que vem mostrando um crescimento incrivel é a Drew Estate. Fundado em 1996, este fabricante apostou no marketing e em charutos de bitolas bem incomuns. Uma de suas linhas leva a marca Acid. Faz muito sucesso apesar de eu nunca me ver interessado num charuto com esse nome ou caracteristica. O visual desta marca é uma imagem de uma motocross (?). Bizarisses aparte, a Drew Estate lançou o Chateaux Real. Uma marca mais comportada de charutos muito bem construidos.
Com meu amigo Gary Artz, conheci o Don Pepin, produzido por Pepin Garcia. Garcia saiu de Cuba apenas a seis anos e ja se consolidou no mercado alem de fabricar varias outras marcas como o 601. São charutos de qualidade extrema e arrisco dizer que foram os melhores que fumei durante a exposição. Ele levaria minha medalha de ouro se estivesemos no seculo 19.
Fiquei muito contente com a presença dos charutos Dona Flor. Sempre fico contente quando vejo o nosso pais sendo representado de forma positiva. O stand, muito bem movimentado, mostra quanto os americanos apreciam o tabaco mata fina. La conheci alguns blends novos dos charutos Dona Flor que contem uma porcentagem maior de mata norte.
Não posso deixar de mencionar que reencontrei meus amigos Fred Lockwood e Bob Olsen da revista Smoke, que na minha humilde opinião, e a melhor e mais séria publicação americana sobre charutos. Tambem aproveito para desejar muito boa sorte a Chip, o novo editor.
Me despeço de todos os meus amigos com um “Te vejo em Las Vegas” que é a cidade escolhida para a RTDA 2008. Quem sabe até lá, não encontraremos mais algumas marcas brasileiras oferecendo mata fina de qualidade para o mercado americano!