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RTDA 2007
–revendo alguns amigos.
Texto e fotos: Tarek Mourad
Faziam dois anos que não visitava a RTDA (Retail Tobacco Dealers of America). E mesmo depois de tanto tempo, fui muito bem recebido pelos meus amigos que estão sempre expondo nesta feira. Esta é a maior exposição de charutos nas Americas. Nas minhas ultimas duas visitas, eu tambem estava la como expositor e quem sabe um dia, volto la com uma maravilhosa produção de charutos brasileiros... …me entrego ao meu destino.


A feira que este ano contou com mais de 250 expositores.
Apesar de um numero muito grande de expositores, a feira contou, neste ano, com um publico reduzido. Me parece é normal uma edição da feira em Las Vegas tenha mais publico do que em Houston ou Nashville.

Os grandes fabricantes sempre estão lá. Ja os pequenos e médios parecem não ter uma vida tão longa no mercado. A cada ano, muitos encerram suas marcas dando lugar para novos fabricantes. A concorrencia é muito grande no mercado americano. São centenas de marcas disputando o espaço nas prateleiras. Aqui no Brasil, temos somente uma duzia de marcas nacionais sendo comercializadas.

Mas vamos voltar à RTDA…


Eu e Avo na frente do stand com o logo do 787.
Logo que cheguei fiz questão de comprimentar Avo Uvezian. Avo é nascido em Beirute e só fiquei sabendo disso alguns messes atras. O comprimentei com um “Salam Aleikum” (que a Paz esteja convosco). Foi o sufficiente para conversarmos durante quase uma hora sobre sua historia e como ele gosta do Libano apesar de ser descendente de armenios. Avo da o seu nome a uma linha de charutos da maison Davidoff. Conheci o 787, a mais nova linha de charutos que leva o nome do Avo.

Tambem fiz questão de comprimentar Benjamin Menendez. Sim ele é irmão de Felix Menendez, produtor do Dona Flor e Alonso Menendez (vou falar um pouco mais sobre o Dona Flor adiante). Benji, como ele é conhecido fala um portugues arrastado perfeito. A General Cigar, empresa onde ele tem participação (ainda não entendi quanto), é talvez a maior fabricante de charutos do mundo. Tem marcas premium como Punch e Partagas feitos na Republica Domenicana e tambem tem algumas marcas não tão nobre. Na feira, apresentaram o nova linha de charutos chamada Stradivarius, charutos que são comercialisado a 30 dolares cada um.

Um Novato que vem mostrando um crescimento incrivel é a Drew Estate. Fundado em 1996, este fabricante apostou no marketing e em charutos de bitolas bem incomuns. Uma de suas linhas leva a marca Acid. Faz muito sucesso apesar de eu nunca me ver interessado num charuto com esse nome ou caracteristica. O visual desta marca é uma imagem de uma motocross (?). Bizarisses aparte, a Drew Estate lançou o Chateaux Real. Uma marca mais comportada de charutos muito bem construidos.

Com meu amigo Gary Artz, conheci o Don Pepin, produzido por Pepin Garcia. Garcia saiu de Cuba apenas a seis anos e ja se consolidou no mercado alem de fabricar varias outras marcas como o 601. São charutos de qualidade extrema e arrisco dizer que foram os melhores que fumei durante a exposição. Ele levaria minha medalha de ouro se estivesemos no seculo 19.

Fiquei muito contente com a presença dos charutos Dona Flor. Sempre fico contente quando vejo o nosso pais sendo representado de forma positiva. O stand, muito bem movimentado, mostra quanto os americanos apreciam o tabaco mata fina. La conheci alguns blends novos dos charutos Dona Flor que contem uma porcentagem maior de mata norte.

Não posso deixar de mencionar que reencontrei meus amigos Fred Lockwood e Bob Olsen da revista Smoke, que na minha humilde opinião, e a melhor e mais séria publicação americana sobre charutos. Tambem aproveito para desejar muito boa sorte a Chip, o novo editor.

Me despeço de todos os meus amigos com um “Te vejo em Las Vegas” que é a cidade escolhida para a RTDA 2008. Quem sabe até lá, não encontraremos mais algumas marcas brasileiras oferecendo mata fina de qualidade para o mercado americano!




Benjamin Menendez e eu.


Os charutos Stradivarius.










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