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Paulo Contarini
– Técnica com estilo.
Texto e fotos: Tarek Mourad.
Nascido e criado no Rio de Janeiro, Paulo sempre acompanhou sua mãe na cozinha. Assim, Paulo passou a infância ao lado de alguém que alem de estar sempre lá, se mostrava muito hábil com as panelas.

Seu pai, engenheiro, sempre recebia projetos novos e em novas cidades e até mesmo paises. Sua família ia junto. Assim o então jovem Paulo teve contato com muitas culturas e gastronomias das mais variadas.

Apesar de ter seguido os passos do pai, cursando engenharia por 3 anos, Paulo se formou em Administração de empresas. Mas esse nunca foi seu maior interesse. Paulo já acostumado com o sabor na sua forma empírica, não estava pronto para se dedicar a outra coisa.

Mas sua vez na frente dos fogões ainda não tinha chegado. Paulo abriu uma empresa dedicada a informática. Essa empresa durou mais ou menos dez anos. Foi também o que durou o seu casamento.

Aproveitando a venda da empresa e o recente divorcio, resolveu que era hora de fincar o pé na gastronomia. Em 1998, pensava em fazer o curso de hotelaria e gastronomia em Lausanne, já a algum tempo já se dedicava aos cursos da ABS.

Um amigo lhe sugeriu que experimentasse o curso de gastronomia da Cordon Bleu. Foi o que Paulo optou. Estudou na Cordon Bleu em Paris durante nove messes até obter seu Grand Diplome (gastronomia e pâtisserie). Era tão dedicado que se ofereceu para ser assistente e durante o período que esteve lá, assistiu as aulas praticamente duas vezes. Uma como aluno e outra como assistente.


A chef no restaurante Capim Santo.
Na França, a Cordon Bleu estuda a regionalidade dentro da França com algumas influencias da Ásia e do norte da África. Estudou muito da gastronomia contemporânea internacional sempre mantendo os conceitos técnicos clássicos. ”Na escola, você não pode usar batedeira para fazer claras em neve ou mesmo para bater chantilly. Tem que ser na mão.”

Voltou para São Paulo em 1999 e em 2000 foi trabalhar para Emanoelle Bassolleil por alguns meses. De lá, foi para o Capim Santo da Vila Madalena. Quando saiu do Capim Santo, passou por alguns restaurantes, foi para o Rústico (que chegou a ser um dos 10 melhores em São Paulo), fez algumas consultorias e acabou parando na cozinha da Escola Graduada de São Paulo. Ficou no Graded durante 5 anos com uma pausa de 6 messes onde foi chefiar o Emiliano.

ABRO PARENTESIS PARA BREVE COMENTARIO PESSOAL
O almoço da Emilia sempre foi muito bom e as aulas de fotografia com Prof. Gann também, mas foi só quando eu sai dessa escola que eles decidiram contratar um chef da Cordon Bleu e construir um estúdio que faz inveja a Hollywood.
FECHO PARENTESIS


Preparando o purê de cará.
Somando todas essas experiências, Chef Contarini somou experiência chefiando cozinhas de restaurantes, de restaurantes industriais e de cozinhas de hotel. Cada uma dessas cozinhas exige um estilo diferente de gerenciar ou mesmo de chefiar. Numa cozinha industrial ou refeitório, os volumes de alimentos são muito grandes. Em uma única refeição podem ser consumidos 250 kg de frango e 60 kg de arroz. Isso tudo produzido em equipamentos que parecem uma caçarola parecer um dedal. A gastronomia tem que ser internacional, não regional e sem muita diversidade. Você tem que agradar a 1500 pessoas com o mesmo cardápio reduzido.

No Capim Santo, Paulo enfrenta uma situação que resume todas as suas experiências. Lá, alem do restaurante, tem a divisão de banquetes e a cozinha escola.

Chef Contarini nos apresenta dois pratos deliciosos e criados para esta apresentação no site. Uma torre de filé com pupunha, crosta de ervas e creme de cará, e de sobremesa, morangos bruleé com redução doce de balsâmico e sorvete de creme.

Bom Apetite!




A torre pronta para o forno.


A crosta de ervas derretendo e dourando.


A montagem do prato.


O prato pronto para servir.


A montagem do Morango Bruleé. (A receita esta disponivel no indice de receitas.)


Os morangos prontos para servir.


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