Os aficionados por charutos puderam participar de um evento inédito no Brasil – a 1ª Degustação de Tabacos Brasileiros. O evento, idealizado por Arthur Avedissian, sommelier de charutos e Diretor Comercial da Premium Cigars, teve como objetivo proporcionar aos participantes a experiência de sabores dos principais tipos de tabacos que fazem parte dos “blends” dos charutos brasileiros!
A palestra sobre tabacos brasileiros foi conduzida por Genádio Borges, Eng. Agrônomo administrador da Fazenda Campo Verde em Cruz das Almas (BA), um especialista no cultivo e beneficiamento de fumos. Em seguida à palestra, os participantes degustaram 4 tipos de fumo em charutos feitos exclusivamente com um determinado tipo de tabaco, ou seja, capa, capote e miolo de um único tipo de tabaco. A seguinte sequência foi obedecida - ARAPIRACA, SUMATRA, MATA-NORTE e MATA-FINA . Para cada charuto foram gastos aproximadamente 5 minutos de degustação onde cada um pode perceber as características de cada tipo de fumo, seu sabor, nível de fortaleza, corpo e aroma.
Foi possível notar com clareza que os fumos ARAPIRACA e SUMATRA são menos saborosos quando comparados ao MATA-NORTE e ao MATA-FINA. São fumos pouco utilizados nos “blends” brasileiros sendo o SUMATRA destinado para o uso como capa principalmente. O MATA-NORTE se destacou pela sua fortaleza e corpo bastante intensos e persistentes. Já o MATA-FINA também se mostrou muito saboroso porém mais “redondo” que o MATA-NORTE. Após a degustação dos fumos isoladamente, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer e degustar o Damatta Colorado Robusto. Os charutos Damatta são uma criação do produtor Wilson Dantas, aficionado por charutos, e que produz seus charutos com tabacos cultivados com exclusividade na fazenda Campo Verde, de Genádio Borges.
O Damatta Colorado tem como diferencial a capa que é produzida com um tipo de tabaco híbrido entre uma variedade do tipo MATA-FINA com variedade de tabaco cubano cultivado no Brasil. No capote e no miolo são utilizados fumos MATA-FINA que combinados com a capa resultam num charuto “blended”, ou seja que utiliza diferentes tipos de fumos em sua construção.
Ao final do evento pudemos concluir que cada tipo de tabaco contribui com diferentes tipos de sabores e aromas num charuto e que o Brasil produz variedade e qualidade de fumos que permitem a criação de vários “blends”, capazes de agradar os mais diversos e exigentes paladares. Não por acaso, grande parte (mais de 90%) dos fumos para charutos plantados na Bahia são exportados para a Europa.