LOG IN
USERNAME
SENHA
Ensaios Ver comentários
Postar comentário
Revisitando o Brasil
– Marcílio e sua cozinha brasileira de autor.
Texto e fotos: Tarek Mourad.
Conheci um chef que faz algo realmente diferente. Mas, antes de falar de sua maravilhosa cozinha, vamos falar um pouco sobre ele. Marcílio Araújo, nasceu e foi criado em Barbacena, Minas Gerais. Lá, dês de cedo teve contato com gastronomia. Uma gastronomia simples na sua forma, mas rica na essência.

Começou a trabalhar na área de gastronomia cedo. Com 14 anos, já trabalhava num bar. Seu tio, que expedia a cozinha do Hotel Grogotó (hotel do Senac), também foi uma grande influência. Com o seu tio como tutor, concluiu seus estudos em gastronomia e foi para Belo Horizonte.

Seu primeiro emprego em Belo Horizonte foi no restaurante Vecchio Sogno do Ivo Faria. Lá trabalhou como auxiliar de cozinha. Pouco tempo depois foi parar na cozinha do Café Ideal, o primeiro restaurante estrelado (três estrelas no Guia 4 Rodas) fora do eixo Rio - São Paulo. Durante sete anos, trabalhou neste restaurante de gastronomia clássica francesa. Aos 23 anos de idade, abriu o seu próprio restaurante, o Barbotage.


O chef expedindo da cozinha do L'Ami.

Logo, o chef é convidado para trabalhar em São Paulo. Sob a batuta de Laurent Suaudeau, Marcílio entra para a equipe do De Re Coquinaria. Lá, é descoberto por Francisco Barroso que o convida para trabalhar na cozinha do extinto e saudoso Café Antique ao lado de Eric Jaquin. Trabalha por um curto período no Infinito e finalmente no Le Vin. Todos esses restaurantes do mesmo grupo presidido por Barroso.

Depois de uma longa trajetória em cozinhas de gastronomia clássica francesa, Marcílio chega à cozinha do L’Ami Bistrô. Esse restaurante, também do grupo Lê Vin, apresenta uma cozinha clássica francesa, que agora esta sendo remodelada por Marcílio.


“Até hoje, expedi gastronomia clássica francesa. De agora em diante, tenho a oportunidade de mostrar a minha visão de gastronomia.” Assim me explica o chef Araújo. Na sua visão, 500 anos de história não podem ser jogados fora, e para realmente revisitar a gastronomia brasileira, não basta usar alguns ingredientes típicos da nossa gastronomia em pratos de gastronomia internacional. “A minha gastronomia usa técnicas de cozimento da gastronomia clássica francesa em pratos absolutamente nacionais e regionalistas.”

“Quando fazemos isso, temos que prestar muita atenção para que o produto final não perca completamente as características originais da receita.” Marcílio explica que quando se experimenta com esse tipo de gastronomia, a preocupação com a originalidade e peculiaridade de cada prato é fundamental. “Se vamos apresentar uma moqueca, não pode ser uma alegoria. Tem que ter gosto de moqueca.” Diz Marcilio.

O chef, que hoje tem apenas 30 anos de idade, mas maturidade de sobra, mostra seus sentimentos pela sua profissão. “A estrela de um restaurante é o que o chef, com o seu brilhantismo pode apresentar, e não o seu brilhantismo em si.” O que me fez investir e desenvolver essa minha linha de gastronomia, é, acima de tudo o patriotismo e o amor que tenho pelo Brasil.



Moqueca de lagostim.


Vaca atolada.


Feijoada minimalista.








Comentários:
Nenhum comentário cadastrado ou habilitado